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domingo, 5 de dezembro de 2010

Day 1 - Melhor Amigo (a)

Nunca tive alguém que pudesse chamar de melhor amigo (a). Para falar a verdade era um sacrifício ter que escrever aquela celebre redação, no ensino fundamental, sobre esse assunto.

Sempre tive poucos e bons colegas, hoje não temos uma relação diária de afeto, mas são pessoas que ficaram guardadas, de uma forma ou outra, em meu coração. E talvez, o meu erro tenho sido não demonstrar o amor que sentia por eles, que são vários, e a grande importância que cada um deles tem para mim.

Mas, alguns são marcantes e que merecem ser citados. Colegas do ensino médio, que apesar da briga do último ano, são inesquecíveis. Das idas ao colégio com a minha amada vizinha Laís. Colegas do curso técnico de saneamento que me alegravam todas as manhãs de 2006 e 2007 e que me fazem uma falta tremenda. Como sinto falta das conversas com a Fernanda e Anelise, das risadas da Pamela, das piadas do Saul em cima do Deoclécio, dos “arranca rabos” da Poliana com o Nilton. Dos acampamentos com a Djennifer. Mas, passou. Depois, vieram os colegas contemporâneos do Jornalismo em que passo minhas manhãs. Entre eles cito a Sara e a Priscilla que nos deixaram por motivos particulares, os outros continuam e como posso esquecer alguém ao citar, é melhor dizer que todos são fundamentais. E quando chega à tarde são os colegas da museologia que me aturam e ajudam uma turma pequena, mas, que já tem boas histórias com um lugar especial em minha vida, Sofia, Rodrigo, Tharciana, Débora, Clarice, Dorotéia vocês são especiais. Não esquecendo a Maria da antropologia e das nossas risadas e festas. Não posso esquecer-me de falar das incríveis pessoas que conheci na Química e que guardo um enorme afeto por eles.

Fora disso, vem à árdua batalha do dia a dia no serviço, as risadas que dei com a Priscilla, Catarina, Edileusa e em especial com a Thays na época da cantina me fizeram crescer e ser alguém mais responsável e profissional. A Thays me apresentou a Marília, um ser louco e amável que tenho o prazer de chamar de Marreca.

No meu atual emprego foi onde surgiram os melhores colegas que pude ganhar. Scheilla, Vivi e Lucélia, as difíceis tarefas que tivemos que passar e superar com certeza nos tornaram melhores. Tatiane que me ajudou muito no início., sinceramente obrigado. Também tem o Bruno e a Juliana. Chaee saudades suas.

Michele que me apresentou a outra Michelle e essa me apresentou uma pessoa iluminada, com uma história incrível que hoje chamo de Comparsa.

Os amigos virtuais que encantaram-me com suas histórias incríveis e me fizeram ficar apaixonados por eles em especial o Nii e o Diego.

Se hoje, eu tivesse que apontar, entre tantos colegas, o meu melhor amigo. Com certeza apontaria a minha Comparsa Fabiana. Não, que os outros sejam menos importantes. Mas, foi com ela que pude contar segredos, faz planos, viajar, comprar presentes de natal, ficar bêbado e passar mal três vezes. Ou seja, ela esteve ao meu lado nos momentos alegres, normais e difíceis para mim. E nunca deixou de me chamar de comparsa e de me ajudar.

Gosto verdadeiramente de todos e aqui termina a minha primeira carta.

30 Days Letter Project (Projeto Carta, 30 Dias)

Conheci o projeto, 30 Days Letter Project, através de um tumblr da vida e resolvi apostar. Há muito tempo queria colocar em prática algo parecido, mas me faltava ideias e principalmente vontade, a preguiça reina em mim.

Gostei do objetivo, então a partir de hoje vou escrever uma carta por dia seguindo o assunto do modelo abaixo. =D

Day 1 — Your Best Friend [melhor amiga (o)]
Day 2 — Your Crush [minha crush] (paixão súbita)
Day 3 — Your parents [meus pais]
Day 4 — Your sibling (or closest relative) [meu parente mais próximo]
Day 5 — Your dreams [meus sonhos]
Day 6 — A stranger [um (a) estranho (a)]
Day 7 — Your Ex-boyfriend/girlfriend/love/crush [ex-namorado (a)]
Day 8 — Your favorite internet friend [meus amigos favoritos da internet]
Day 9 — Someone you wish you could meet [alguém que eu gostaria de conhecer]
Day 10 — Someone you don’t talk to as much as you’d like to [alguém com quem não falo tanto quanto gostaria]
Day 11 — A Deceased person you wish you could talk to [uma pessoa morta com quem gostaria de falar]
Day 12 — The person you hate most/caused you a lot of pain [a pessoa que eu mais odeio]
Day 13 — Someone you wish could forgive you [alguém que eu gostaria que me perdoasse]
Day 14 — Someone you’ve drifted away from [alguém de quem me afastei]
Day 15 — The person you miss the most [a pessoa de quem eu mais sinto falta]
Day 16 — Someone that’s not in your state/country [alguém que não está no meu país]
Day 17 — Someone from your childhood [alguém da minha infância]
Day 18 — The person that you wish you could be [a pessoa que eu gostaria de ser]
Day 19 — Someone that pesters your mind—good or bad [alguém que importuna minha mente - positiva ou negativamente]
Day 20 — The one that broke your heart the hardest [aquele que mais partiu meu coração]
Day 21 — Someone you judged by their first impression [alguém que julguei pela primeira impressão]
Day 22 — Someone you want to give a second chance to [alguém a quem quero dar uma segunda chance]
Day 23 — The last person you kissed [a última pessoa que beijei]
Day 24 — The person that gave you your favorite memory [quem me deu a memória favorita]
Day 25 — The person you know that is going through the worst of times [quem sei que está passando pelo momento mais difícil]
Day 26 — The last person you made a pinky promise to [a última pessoa com quem fiz uma promessa daquelas de cruzar os dedos]
Day 27 — The friendliest person you knew for only one day [a pessoa mais simpática que já conheci apenas por um dia]
Day 28 — Someone that changed your life [alguém que mudou a minha vida]
Day 29 — The person that you want tell everything to, but too afraid to [a pessoa pra quem quero dizer tudo, mas tenho medo]
Day 30 — Your reflection in the mirror [minha imagem no espelho]

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Olhares sobre vegetarianismo

“Você comeria criancinhas feitas em pedacinhos?” É com essa pergunta, numa voz rouca e um grande sorriso que o Monge Genshô, responde ao ser questionado sobre sua possível vontade de comer carne. Ovo-lacto-vegetariano desde o nascimento, hoje com 62 anos o proprietário do restaurante vegetariano Daissen, localizado no centro de Florianópolis, conta que a opção de se tornar vegetariano está ligada a uma questão pessoal e não a questões de cunho religioso. Praticante do Zen Budismo fundou a associação Zen Budista de Florianópolis que conta com 400 membros.

Fora da religião, Petrucio Chalegre, o Monge, é consultor de empresas e afirma que o nicho de mercado para vegetarianos vem crescendo a cada ano, prova disso são as empresas como Sadia e Perdigão que lançaram uma linha de produtos à base de soja. “Eles não estão pensando nos vegetarianos e sim no mercado. Até porque o grande lucro dessas empresas é a venda de produtos de origem animal”, comenta Chalegre.


Maria Octávia Nobrega, 22 anos é estudante de Antropologia pela Universidade Federal de Santa Catariana – UFSC. Ovo-lacto-vegetariana há um ano, ela conta que a opção por adotar esse tipo de regime alimentar foi por questões de saúde e que hoje seu ritmo de vida melhorou. Ela sente-se mais leve e ri ao comentar que seus familiares acham que estão excluindo-a do grupo em determinados momentos, especialmente nos eventos em que o prato principal é o tradicional churrasco. “Acho que se tornar vegetariano por uma questão ideológica é hipocrisia. Eu tomo remédio e poluo o meio ambiente, escolhi o hábito por saúde, uma preocupação comigo e não com o resto da natureza”, admite a estudante.


Por outra vertente o coordenador do curso de nutrição da Faculdade Estácio de Sá de Santa Catarina, Murilo Anderson Pereira, 30 anos, voltou à alimentação carnívora, ele foi ovo-lacto-vegetariano durante oito anos cumprindo uma promessa. “A minha maior vontade era voltar a comer carne”, comenta, de forma animada, o coordenador sobre o tempo em que foi vegetariano.


O profissional, em sua visão radical, diz que quem se alimenta de produtos derivados de animais não é vegetariano, é contra a esse tipo de regime e que comer carne faz parte da cadeia alimentar. Sua opinião para quem queira adotar o vegetarianismo como hábito alimentar é procurar um especialista em nutrição, pois será necessário um acompanhamento para repor nutrientes e para que o paciente não sofra nenhum déficit nutricional.


Além das questões em prol da defesa dos animais, outros fatores levam pessoas a aderir o hábito alimentar de não comer carne. Um deles é a questão ambiental. Estudos mostram que a produção de animais, para alimentação, no Brasil traz diversos prejuízos ao meio ambiente. A sociedade Vegetariana Brasileira publicou a cartinha “Impactos sobre o meio Ambiente do uso de Animais para Alimentação”.


Os dados mostram que a produção de um quilo de carne é responsável pelo consumo de 15 mil litros de água, 10 mil metros quadrados de floresta desmatada, emissão de dióxido de metano, poluição dos lençóis freáticos, devido aos fertilizantes, contaminação de rios com o despejo dos efluentes animais, alto consumo de energia elétrica e combustíveis, entre outros.









Conheça os diferentes tipos de vegetarianos.


Ovo-lacto-vegetariano: É o estilo com mais adeptos. Na alimentação, excluem-se todos os tipos de carne (aves, bovina, suína e peixes), mas, seus derivados são consumidos normalmente como: ovos, queijo e mel.


Lacto-vegetarianos: Dieta semelhante aos ovo-lactos, porém, nessa dieta não há o consumo de ovos.


Veganos: É a forma mais radical. Nesse estilo exclui-se qualquer tipo de alimentação e consumo de origem animal, até mesmo nas roupas e acessórios que possam contém exploração animal.


terça-feira, 13 de julho de 2010

Sei lá, é estranho. Muito estranho...

Posso parecer infantil ou algo parecido. Mas, que é muito estranho isso é.

Vontade de mandá-lo sair, tirá-lo a força eu tive. Afinal aquele posto era meu, eu mandava, eu ditava às regras, eu gritava, eu sorria, eu xingava, eu brincava, eu cantava e até mesmo chorava. Ver a minha antiga mesa, meu antigo computador, minhas canetas, meu grampeador sendo usado por outra pessoa é estranho. Uma sensação inexplicável, indescritível. Apenas sorri e cumprimentei.

Eu era “o cara”... E quis sair, quis voar, respirar, mudar. Para melhor? Nem sei só o tempo dirá. Mas, que é estranho, ah isso é. Muito estranho.

Mas, penso pelo lado da estranheza. Sempre fui estranho essa é a minha marca o meu lema, a minha palavra usada em frases para me definir. Estranho é ser diferente, é ser extraordinário, é ter um “E” a mais. É algo muito bom.

Como puderam ler. Os verbos acima, que citei, estão no Pretérito Imperfeito do modo Indicativo em que exprimem propriedades e estados no passado. Dessa maneira deixo de lado o passado e sorrio para o presente, pensando no futuro. Como não gosto muito de pensar, apenas deixo rolar e o que virá, será... Estranho, muito estranho ou não. Apenas acontecerá.

Joel Hallow em 13.07.2010

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Hoje Chorei

Hoje chorei, infelizmente não foi de alegria, muito menos de emoção.

Chorei um pouco, não muito, pois, sou forte que nem um vulcão. Mas, os vulcões entram em erupção, e as minhas lágrimas foram iguais as larvas quentes e devastadoras de um ser adormecido que pede atenção.

Eu preciso de atenção!!! Aliás, quem não precisa. Afirmo eu.

Choro porque sou uma criança pobre que sonha e que quer ser forte.

Chorei também por tudo aquilo que já passou, e principalmente pelo que vem.

Tenho um acúmulo de fraquezas, de derrotas e até de funções. Eu achava que isso era ruim e por isso chorei.

Agora, a luz de velas, seco minhas larvas e percebo o quanto isso me faz bem. Sou tão bom que consigo fazer o que meio mundo tenta e não consegue. E não adianta eu ensinar. Pois, o choro deles e igual às águas de um tsunami que vem e leva, destrói, arrasa e não agrega. O meu choro fere, impele, queima e solidifica como rocha. Rocha essa inabalável que fica persiste e reafirma. O quanto sou.

Joel Hallow em 18.05.2010

domingo, 11 de outubro de 2009

O uniforme mágico da invisibilidade

Quando era criança, lembro-me bem que o sonho das coleguinhas de aula era ter uma capa com capuz igual a da Sheila do desenho animado caverna do dragão (Dungeons & Dragons), a capa que dava o poder da invisibilidade. Hoje, mas modernas as crianças querem o manto do Harry Potter cujo poder é similar.

Agora crescido, muitas vezes, até eu e muita gente que conheço e desconheço, precisa de uma capa igual a das ficções.

Porém, ao conversar com Adriane Venâncio, varredora de ruas da Comcap, percebi que realmente existe uma forma de se tornar invisível e nem é preciso uma capa igual a da Sheila, do Harry Potter ou o avião da mulher maravilha e sim de um simples uniforme de faxineiro.
Este uniforme me torna invisível perante os olhos da sociedade, mas isso para mim é uma terapia, trabalho meio período e recebo de forma honesta mais que muitas patricinhas estudadas, disse-me ela com um sorriso nada envergonhado no rosto.

A invisibilidade social é um termo que nasceu junto com o capitalismo e está relacionada a pessoas socialmente invisíveis seja pela indiferença ou pelo preconceito. Nossa sociedade está inserida num mercado de consumo cada vez mais forte, as altas tecnologias tornam produtos ultrapassados em poucas semanas e as pessoas que não podem acompanhar essas mudanças devido à falta de dinheiro, tornam-se transparentes à vista dos outros.

Há outros fatores que ocasionam a invisibilidade entre elas posso citar a estéticas e a cultura. Quando se é loiro de olho azul às pessoas tentem a tratar de um jeito totalmente diferente.

A invisibilidade já está inserida em nossa rotina e não a percebemos. Ao passar por um morador de rua, uma pessoa fumando maconha, um indiozinho vendendo artesanato isso já se tornou comum.

Segundo Gachet aceitar isso é violar os direitos humanos. “É preciso não só ver esses invisíveis, mas é preciso olhar eles e sentir junto com eles, é preciso colocar ‘óculos em toda humanidade’.”

sábado, 10 de outubro de 2009

O Contraste da Ilha de Santa Catarina


No céu, as nuvens tímidas de um dia nublado de primavera. Os trabalhadores já estão em seus postos preparados para devolver em bom estado o que nos foi tirado em decorrência do tempo. A Ponte Hercílio Luz foi fechada em 1982 e ainda permanece assim. Só os bravos operários caminham sobre ela em um árduo trabalho de revitalização.

O mar calmo e o vento gostoso que bate agora, querido leitor, fazem com que eu imagine o passado e veja os carros da época vindo do continente à ilha.

Os motoristas apressados que passam agora por de baixo ou pelo lado dela não são capazes de observar a beleza de uma das maiores pontes pênseis do mundo.

De um lado os prédios modernos escondem o passado histórico, do outro meio contraditório para uma cidade grande, um parque chamado da luz onde senhoras caminham com seus cachorros e casais de namorados sentados observam a paisagem.

Apesar de ainda ser início de outubro, os turistas às 10h da manhã já estão no mirante admirando e batendo fotos junto à ponte. A vista linda parece encantá-los, pois, nesse momento três turistas de Fortaleza me pedem para bater uma foto delas com o cartão postal da capital catarinense ao fundo.

Quando olho para o monumento em homenagem ao falecido governador do Estado, Hercílio Luz, posso imaginar a sua decepção, não só por não ver a sua idealização concluída mas, pelo lixo revirado que se encontra ao lado de sua estátua.

O mar, as pontes, o parque, os prédios modernos, a ligação do passado com o presente, remete-me a uma sensação estranha, sentimento de bem estar e paz, que nem as buzinas dos carros e o som da máquina de cortar grama ao meu lado esquerdo conseguem me despertar ira.

Amigo leitor, você mesmo que mora aqui na ilha desde criancinha que vê ou ao menos passa pelos patrimônios históricos todos os dias, registrem esse momento, tire um dia qualquer para observar com riqueza de detalhes a sua cidade, bata uma foto junto à ponte, na praça XV, visitem os museus e sejam verdadeiros manezinhos da ilha. Aproveite a bela paisagem que os cerca, é de graça e não se esqueça de preservá-la.

Joel Hallow Florianópolis