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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Day 3 - Meus Pais

Mamãe e Papai o que escrever a vocês...

Primeiramente a você Pai. Tivemos muito pouco tempo juntos, apenas seis anos. As lembranças que tenho de você são poucas, mas, as histórias que ouço são muitas.

Tenho certeza que não puxei você, e onde o senhor estiver espero que não fiques triste por conta disso. Às vezes, fico imaginado como seria a minha vida se você estivesse vivo. Se eu estaria estudando, trabalhando no meu emprego atual, se estaria casado, com filhos, esse tipo de coisa.

A única coisa que quero te dizer, onde o senhor estiver, é obrigado por olhar por mim, por me guiar, por não me deixar ir pelo caminho errado, por ter me colocado no mundo, apesar de muitas e muitas vezes eu não querer estar nele. Simplesmente obrigado. E mesmo não demonstrando, lá no fundo eu sinto sim a sua falta. E espero que estejas em um lugar bom, porque boa pessoa eu sei que o senhor foi.

Minha mamãe... Decidi escrever a você por último porque tenho muita coisa a ti dizer.

Literalmente fosse pai e mãe ao mesmo tempo. Cuidar, sozinha, de quatro filhos pequenos não é tarefa fácil para ninguém, ninguém mesmo. E isso me orgulha de uma forma incondicional, sei muito bem que não demonstro isso, que não te abraço todos os dias, que não te beijo todas as manhãs, mas, quero que saibas que o amor que sinto pela senhora é o maior do mundo.

Não sou o filho perfeito, mas tudo que faço é pensando em você e num futuro decente que quero construir principalmente para senhora. Muitas vezes fico triste porque acho que a senhora não gosta de mim tanto quanto os outros filhos, e meus esforços de querer mostrar isso se tornam em vão.

Mas, as lágrimas que caem dos meus olhos agora é a forma que tenho de te agradecer por tudo. Tenho muito, muito, muito medo de te perder e queria que a senhora se cuidasse mais, aproveitasse mais a vida. Ficar em frente à televisão e não olhar o sol pela janela me deixa triste.

Certamente todos os meus esforços são para te agradar e te tornar a pessoa mais feliz do mundo. As diversas besteiras em que pensei fazer, eu nunca as pus em prática porque a imagem da senhora sempre vinha a minha mente e da mesma forma que eu não quero te perder, sei muito bem que a minha perda seria triste demais para você. Quero dizer que não sou igual aos outros homens da minha idade, que não sou igual a todo mundo, sou bastante diferente, muito mesmo. Até mesmo, mas minhas escolhas pessoais e no que o destino colocou na minha vida.

Só quero finalizar dizendo que apesar de tudo, que apesar de não demonstrar EU TE AMO, amo muito. Tu és a melhor pessoa da face da terra e quero que sejas muito feliz. Amo-te mamãe.

Assim, termino a minha terceira carta. Dedicada a meu pai Aroldo Gaspar Pereira e especialmente para minha MÃE Tânia Regina Pereira.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Day 2 - Minha "Crush" (paixão súbita)

Olha... Eu iria começar a escrever esta carta falando: “como escrever tal coisa da qual ainda não tive”, mas iniciaria igual à primeira carta e logo vocês imaginariam que eu não tive nada de bom nessa vida. Mas, não é bem assim.

Bom, a minha crush aconteceu não da maneira que eu desejava. Mas veio para quebrar um paradigma que eu tinha. O de não acreditar em amor à primeira vista. Uma longa introdução, mas vamos direto ao assunto. Sabendo que a carta é para a minha Crush...

Era uma manhã fria de inverno do mês de agosto, e lá estava você em frete ao xerox, com um cachecol verde e um lindo sorriso. Logo imaginei, essa é a pessoa mais bonita que existe na face da terra. O cappuccino quente na minha mão não tinha o mesmo fervor do sentimento que tive. Era o anseio do verdadeiro do amor, do amor à primeira vista, o tipo de emoção que sempre achei só existir nas mais tolas ficções.

Nunca troquei mais do que um “oi, tudo bem?” pessoalmente com você. Mas, as conversas por MSN e recados no Orkut me fizeram gostar cada dia mais do simpático ser que conheci numa manhã fria de curso.

Como gostaria de ouvir a sua voz todos os dias pela manhã, em dias quentes ou frios, turbulentos ou calmos, em dias tristes ou alegres. Tenho certeza que o simples fato de acordar ao seu lado seria os mais felizes, divertidos e enriquecedores da minha vida. Isso parece ser besteira, mas, quando se ama a coisa se torna totalmente diferente.

Eu realmente devo ser um tonto, por lembrar de você e nunca esquecer o dia do ser aniversário (09.06), e sempre deixar um recado. Do signo de gêmeos, das mil características. Sou parvo ainda mais por encontrar você no supermercado e fingir que não vi, de fazer à egípcia e mudar de corredor. Entretanto o fiz, por ter medo da sua reação, de não saber o que falar a você. Apesar de o meu coração saber muito bem e há muito tempo. A única frase que quero dizer é a frase que muita gente quer ouvir: - S.P.*, EU TE AMO.

S.P. = São as inicias da pessoa. Não que seja menor de idade, não é isso. É que quero deixar todo mundo curioso. Hahaha.

Beijos e abraços meus anjos, e aqui termina minha segunda carta. =D

domingo, 5 de dezembro de 2010

Day 1 - Melhor Amigo (a)

Nunca tive alguém que pudesse chamar de melhor amigo (a). Para falar a verdade era um sacrifício ter que escrever aquela celebre redação, no ensino fundamental, sobre esse assunto.

Sempre tive poucos e bons colegas, hoje não temos uma relação diária de afeto, mas são pessoas que ficaram guardadas, de uma forma ou outra, em meu coração. E talvez, o meu erro tenho sido não demonstrar o amor que sentia por eles, que são vários, e a grande importância que cada um deles tem para mim.

Mas, alguns são marcantes e que merecem ser citados. Colegas do ensino médio, que apesar da briga do último ano, são inesquecíveis. Das idas ao colégio com a minha amada vizinha Laís. Colegas do curso técnico de saneamento que me alegravam todas as manhãs de 2006 e 2007 e que me fazem uma falta tremenda. Como sinto falta das conversas com a Fernanda e Anelise, das risadas da Pamela, das piadas do Saul em cima do Deoclécio, dos “arranca rabos” da Poliana com o Nilton. Dos acampamentos com a Djennifer. Mas, passou. Depois, vieram os colegas contemporâneos do Jornalismo em que passo minhas manhãs. Entre eles cito a Sara e a Priscilla que nos deixaram por motivos particulares, os outros continuam e como posso esquecer alguém ao citar, é melhor dizer que todos são fundamentais. E quando chega à tarde são os colegas da museologia que me aturam e ajudam uma turma pequena, mas, que já tem boas histórias com um lugar especial em minha vida, Sofia, Rodrigo, Tharciana, Débora, Clarice, Dorotéia vocês são especiais. Não esquecendo a Maria da antropologia e das nossas risadas e festas. Não posso esquecer-me de falar das incríveis pessoas que conheci na Química e que guardo um enorme afeto por eles.

Fora disso, vem à árdua batalha do dia a dia no serviço, as risadas que dei com a Priscilla, Catarina, Edileusa e em especial com a Thays na época da cantina me fizeram crescer e ser alguém mais responsável e profissional. A Thays me apresentou a Marília, um ser louco e amável que tenho o prazer de chamar de Marreca.

No meu atual emprego foi onde surgiram os melhores colegas que pude ganhar. Scheilla, Vivi e Lucélia, as difíceis tarefas que tivemos que passar e superar com certeza nos tornaram melhores. Tatiane que me ajudou muito no início., sinceramente obrigado. Também tem o Bruno e a Juliana. Chaee saudades suas.

Michele que me apresentou a outra Michelle e essa me apresentou uma pessoa iluminada, com uma história incrível que hoje chamo de Comparsa.

Os amigos virtuais que encantaram-me com suas histórias incríveis e me fizeram ficar apaixonados por eles em especial o Nii e o Diego.

Se hoje, eu tivesse que apontar, entre tantos colegas, o meu melhor amigo. Com certeza apontaria a minha Comparsa Fabiana. Não, que os outros sejam menos importantes. Mas, foi com ela que pude contar segredos, faz planos, viajar, comprar presentes de natal, ficar bêbado e passar mal três vezes. Ou seja, ela esteve ao meu lado nos momentos alegres, normais e difíceis para mim. E nunca deixou de me chamar de comparsa e de me ajudar.

Gosto verdadeiramente de todos e aqui termina a minha primeira carta.

30 Days Letter Project (Projeto Carta, 30 Dias)

Conheci o projeto, 30 Days Letter Project, através de um tumblr da vida e resolvi apostar. Há muito tempo queria colocar em prática algo parecido, mas me faltava ideias e principalmente vontade, a preguiça reina em mim.

Gostei do objetivo, então a partir de hoje vou escrever uma carta por dia seguindo o assunto do modelo abaixo. =D

Day 1 — Your Best Friend [melhor amiga (o)]
Day 2 — Your Crush [minha crush] (paixão súbita)
Day 3 — Your parents [meus pais]
Day 4 — Your sibling (or closest relative) [meu parente mais próximo]
Day 5 — Your dreams [meus sonhos]
Day 6 — A stranger [um (a) estranho (a)]
Day 7 — Your Ex-boyfriend/girlfriend/love/crush [ex-namorado (a)]
Day 8 — Your favorite internet friend [meus amigos favoritos da internet]
Day 9 — Someone you wish you could meet [alguém que eu gostaria de conhecer]
Day 10 — Someone you don’t talk to as much as you’d like to [alguém com quem não falo tanto quanto gostaria]
Day 11 — A Deceased person you wish you could talk to [uma pessoa morta com quem gostaria de falar]
Day 12 — The person you hate most/caused you a lot of pain [a pessoa que eu mais odeio]
Day 13 — Someone you wish could forgive you [alguém que eu gostaria que me perdoasse]
Day 14 — Someone you’ve drifted away from [alguém de quem me afastei]
Day 15 — The person you miss the most [a pessoa de quem eu mais sinto falta]
Day 16 — Someone that’s not in your state/country [alguém que não está no meu país]
Day 17 — Someone from your childhood [alguém da minha infância]
Day 18 — The person that you wish you could be [a pessoa que eu gostaria de ser]
Day 19 — Someone that pesters your mind—good or bad [alguém que importuna minha mente - positiva ou negativamente]
Day 20 — The one that broke your heart the hardest [aquele que mais partiu meu coração]
Day 21 — Someone you judged by their first impression [alguém que julguei pela primeira impressão]
Day 22 — Someone you want to give a second chance to [alguém a quem quero dar uma segunda chance]
Day 23 — The last person you kissed [a última pessoa que beijei]
Day 24 — The person that gave you your favorite memory [quem me deu a memória favorita]
Day 25 — The person you know that is going through the worst of times [quem sei que está passando pelo momento mais difícil]
Day 26 — The last person you made a pinky promise to [a última pessoa com quem fiz uma promessa daquelas de cruzar os dedos]
Day 27 — The friendliest person you knew for only one day [a pessoa mais simpática que já conheci apenas por um dia]
Day 28 — Someone that changed your life [alguém que mudou a minha vida]
Day 29 — The person that you want tell everything to, but too afraid to [a pessoa pra quem quero dizer tudo, mas tenho medo]
Day 30 — Your reflection in the mirror [minha imagem no espelho]

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Olhares sobre vegetarianismo

“Você comeria criancinhas feitas em pedacinhos?” É com essa pergunta, numa voz rouca e um grande sorriso que o Monge Genshô, responde ao ser questionado sobre sua possível vontade de comer carne. Ovo-lacto-vegetariano desde o nascimento, hoje com 62 anos o proprietário do restaurante vegetariano Daissen, localizado no centro de Florianópolis, conta que a opção de se tornar vegetariano está ligada a uma questão pessoal e não a questões de cunho religioso. Praticante do Zen Budismo fundou a associação Zen Budista de Florianópolis que conta com 400 membros.

Fora da religião, Petrucio Chalegre, o Monge, é consultor de empresas e afirma que o nicho de mercado para vegetarianos vem crescendo a cada ano, prova disso são as empresas como Sadia e Perdigão que lançaram uma linha de produtos à base de soja. “Eles não estão pensando nos vegetarianos e sim no mercado. Até porque o grande lucro dessas empresas é a venda de produtos de origem animal”, comenta Chalegre.


Maria Octávia Nobrega, 22 anos é estudante de Antropologia pela Universidade Federal de Santa Catariana – UFSC. Ovo-lacto-vegetariana há um ano, ela conta que a opção por adotar esse tipo de regime alimentar foi por questões de saúde e que hoje seu ritmo de vida melhorou. Ela sente-se mais leve e ri ao comentar que seus familiares acham que estão excluindo-a do grupo em determinados momentos, especialmente nos eventos em que o prato principal é o tradicional churrasco. “Acho que se tornar vegetariano por uma questão ideológica é hipocrisia. Eu tomo remédio e poluo o meio ambiente, escolhi o hábito por saúde, uma preocupação comigo e não com o resto da natureza”, admite a estudante.


Por outra vertente o coordenador do curso de nutrição da Faculdade Estácio de Sá de Santa Catarina, Murilo Anderson Pereira, 30 anos, voltou à alimentação carnívora, ele foi ovo-lacto-vegetariano durante oito anos cumprindo uma promessa. “A minha maior vontade era voltar a comer carne”, comenta, de forma animada, o coordenador sobre o tempo em que foi vegetariano.


O profissional, em sua visão radical, diz que quem se alimenta de produtos derivados de animais não é vegetariano, é contra a esse tipo de regime e que comer carne faz parte da cadeia alimentar. Sua opinião para quem queira adotar o vegetarianismo como hábito alimentar é procurar um especialista em nutrição, pois será necessário um acompanhamento para repor nutrientes e para que o paciente não sofra nenhum déficit nutricional.


Além das questões em prol da defesa dos animais, outros fatores levam pessoas a aderir o hábito alimentar de não comer carne. Um deles é a questão ambiental. Estudos mostram que a produção de animais, para alimentação, no Brasil traz diversos prejuízos ao meio ambiente. A sociedade Vegetariana Brasileira publicou a cartinha “Impactos sobre o meio Ambiente do uso de Animais para Alimentação”.


Os dados mostram que a produção de um quilo de carne é responsável pelo consumo de 15 mil litros de água, 10 mil metros quadrados de floresta desmatada, emissão de dióxido de metano, poluição dos lençóis freáticos, devido aos fertilizantes, contaminação de rios com o despejo dos efluentes animais, alto consumo de energia elétrica e combustíveis, entre outros.









Conheça os diferentes tipos de vegetarianos.


Ovo-lacto-vegetariano: É o estilo com mais adeptos. Na alimentação, excluem-se todos os tipos de carne (aves, bovina, suína e peixes), mas, seus derivados são consumidos normalmente como: ovos, queijo e mel.


Lacto-vegetarianos: Dieta semelhante aos ovo-lactos, porém, nessa dieta não há o consumo de ovos.


Veganos: É a forma mais radical. Nesse estilo exclui-se qualquer tipo de alimentação e consumo de origem animal, até mesmo nas roupas e acessórios que possam contém exploração animal.


terça-feira, 13 de julho de 2010

Sei lá, é estranho. Muito estranho...

Posso parecer infantil ou algo parecido. Mas, que é muito estranho isso é.

Vontade de mandá-lo sair, tirá-lo a força eu tive. Afinal aquele posto era meu, eu mandava, eu ditava às regras, eu gritava, eu sorria, eu xingava, eu brincava, eu cantava e até mesmo chorava. Ver a minha antiga mesa, meu antigo computador, minhas canetas, meu grampeador sendo usado por outra pessoa é estranho. Uma sensação inexplicável, indescritível. Apenas sorri e cumprimentei.

Eu era “o cara”... E quis sair, quis voar, respirar, mudar. Para melhor? Nem sei só o tempo dirá. Mas, que é estranho, ah isso é. Muito estranho.

Mas, penso pelo lado da estranheza. Sempre fui estranho essa é a minha marca o meu lema, a minha palavra usada em frases para me definir. Estranho é ser diferente, é ser extraordinário, é ter um “E” a mais. É algo muito bom.

Como puderam ler. Os verbos acima, que citei, estão no Pretérito Imperfeito do modo Indicativo em que exprimem propriedades e estados no passado. Dessa maneira deixo de lado o passado e sorrio para o presente, pensando no futuro. Como não gosto muito de pensar, apenas deixo rolar e o que virá, será... Estranho, muito estranho ou não. Apenas acontecerá.

Joel Hallow em 13.07.2010

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Hoje Chorei

Hoje chorei, infelizmente não foi de alegria, muito menos de emoção.

Chorei um pouco, não muito, pois, sou forte que nem um vulcão. Mas, os vulcões entram em erupção, e as minhas lágrimas foram iguais as larvas quentes e devastadoras de um ser adormecido que pede atenção.

Eu preciso de atenção!!! Aliás, quem não precisa. Afirmo eu.

Choro porque sou uma criança pobre que sonha e que quer ser forte.

Chorei também por tudo aquilo que já passou, e principalmente pelo que vem.

Tenho um acúmulo de fraquezas, de derrotas e até de funções. Eu achava que isso era ruim e por isso chorei.

Agora, a luz de velas, seco minhas larvas e percebo o quanto isso me faz bem. Sou tão bom que consigo fazer o que meio mundo tenta e não consegue. E não adianta eu ensinar. Pois, o choro deles e igual às águas de um tsunami que vem e leva, destrói, arrasa e não agrega. O meu choro fere, impele, queima e solidifica como rocha. Rocha essa inabalável que fica persiste e reafirma. O quanto sou.

Joel Hallow em 18.05.2010